Resultados relacionados às florestas da presidência brasileira do G20: Próximos passos

22 de maio de 2025

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O novo policy brief "Forest-Related Outcomes from Brazil's G20 Presidency: Synergies and Challenges to Leverage These Efforts", lançado pela NatureFinance e apoiado pelo Institute for Climate & Society (iCS) no Dia da Biodiversidade (22 de maio), examina como a presidência brasileira do G20 em 2024 avançou nas prioridades relacionadas às florestas e oferece orientação sobre como os países do G20 podem aproveitar esse impulso para alinhar as estratégias nacionais com os compromissos internacionais.  

As florestas são fundamentais para a estabilidade climática global, a biodiversidade, os meios de subsistência e a resiliência econômica. Elas armazenam carbono, sustentam mais de um bilhão de pessoas, fornecem serviços ecossistêmicos essenciais e contribuem com mais de US$ 1,5 trilhão para a economia global anualmente. No entanto, os atuais compromissos internacionais de financiamento florestal permanecem muito abaixo do que é necessário para cumprir as metas de restauração e conservação - dos US$ 460 bilhões necessários a cada ano, apenas US$ 30,03 bilhões foram comprometidos para o período de 2021-2025. 

Este resumo de política fornece: 

Uma compilação concisa dos principais resultados relacionados a florestas da presidência brasileira do G20 

Uma avaliação das sinergias e dos desafios políticos que os países do G20 enfrentam para alavancar esses resultados 

Recomendações práticas para traduzir compromissos internacionais em ações domésticas 


Contexto  

A presidência do Brasil no G20 marcou um ponto de virada na forma como o grupo das principais economias globais aborda a proteção florestal e o uso sustentável da terra. O Brasil colocou o desenvolvimento sustentável como um pilar central, alcançando um progresso significativo na construção de colaboração internacional para soluções relacionadas às florestas, especialmente no avanço do financiamento climático, na promoção de soluções baseadas na natureza (NbS) e na promoção da bioeconomia. Essa liderança resultou em uma coordenação sem precedentes entre diversos grupos de trabalho, iniciativas e forças-tarefa do G20 Sherpa e Finance Tracks.  

A Declaração dos Líderes do Rio de Janeiro reconheceu formalmente a importância das florestas e enfatizou a necessidade de ampliar sua proteção e preservação. O ponto central dessa declaração foi o compromisso de fortalecer as práticas florestais sustentáveis, investir em restauração e apoiar mecanismos financeiros inovadores. 

Destaques da Presidência do Brasil no G20 

Os principais resultados relacionados às florestas incluem: 

  1. Aprovação de Pagamentos por Serviços Ecossistêmicos (PES) como política e ferramenta de financiamento para conservação e restauração florestal, mitigação do clima, inclusão social e desenvolvimento econômico. Isso inclui o apoio a mecanismos inovadores, como o Tropical Forest Forever Facility (TFFF)
  2. Publicação de uma caixa de ferramentas de financiamento de soluções baseadas na natureza (NbS) com 12 estudos de caso sobre mecanismos de financiamento combinados, avaliando seu potencial de replicação e ampliação nos países do G20
  3. Introdução da Iniciativa pioneira do G20 sobre Bioeconomia (GIB) e adoção dos Princípios de Alto Nível sobre Bioeconomia
  4. Estabelecimento da "Força-Tarefa do G20 sobre Mobilização Global contra as Mudanças Climáticas" (TF-CLIMA), que pela primeira vez reuniu as trilhas Sherpa e Finanças para alinhar as estratégias de financiamento climático 

Olhando para o futuro 

Embora a presidência brasileira do G20 tenha representado um marco transformador, o impacto de longo prazo desses anúncios e iniciativas depende da eficácia com que eles são traduzidos em ações coletivas sustentáveis. Este resumo de política solicita aos Estados membros do G20 que: 

  • Aproveitar os esforços iniciados pelo Brasil para promover a colaboração entre setores para iniciativas de bioeconomia e ampliar os mecanismos de financiamento para NbS
  • Integrar os resultados do G20 relacionados às florestas às estratégias nacionais, como, por exemplo, desenvolver planos nacionais de transformação verde abrangentes com foco na bioeconomia 
  • Aumentar o investimento em soluções baseadas na natureza e no financiamento florestal, alavancando o capital público e privado 
  • Promover a colaboração intersetorial e desenvolver a capacidade institucional para garantir a implementação e fechar a lacuna financeira 

As florestas continuam sob grave ameaça. Sua degradação contínua prejudica as metas climáticas globais, a resiliência econômica e o desenvolvimento humano. E nenhum país está imune às implicações de custo da perda da natureza. Para o G20, cujos membros incluem muitos dos países mais ricos em natureza do mundo, o imperativo é claro: converter compromissos em ações e garantir que as florestas em pé sejam mais valorizadas pelos serviços que prestam do que pelos recursos que produzem quando destruídas. É do interesse nacional de todos proteger a natureza.  

Contato e mais informações 

Para consultas sobre conteúdo, Gustavo.Martins@naturefinance.net  

Para perguntas sobre mídia e comunicações, entre em contato com Roberta Zandonai, Communications & Engagement Manager,roberta.zandonai@naturefinance.net 

Publicações relacionadas 

A perda da natureza não é mais apenas uma questão ambiental - é um risco fiscal e financeiro crescente para todos os países e um ativo financeiro inexplorado que pode estabilizar as estruturas fiscais e atrair investimentos. Saiba mais em "Nature as a Shock Absorber: A Financial Materiality Assessment of Forestry-linked Sovereign Indicators in Ghana" (A natureza como amortecedor de choques: uma avaliação da materialidade financeira de indicadores soberanos ligados à silvicultura em Gana) 

A bioeconomia abrange um amplo espectro, desde práticas locais com uso intensivo da natureza até inovações de alta tecnologia. Entretanto, ela deve ser desenvolvida de forma sustentável, tanto ambiental quanto socialmente; caso contrário, corre o risco de aprofundar os problemas existentes. A inovação, os padrões e a supervisão são essenciais para garantir que ela não seja apenas extrativista. Leia mais em Financiamento de uma bioeconomia global sustentável 

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