Os países de baixa e média renda (LMI) abrigam uma parcela significativa da biodiversidade mundial e são o lar de espécies únicas e endêmicas. Ao mesmo tempo, esses países sofrem com altos níveis de dívida pública e enfrentam restrições de acesso aos mercados internacionais de dívida.
Conforme demonstrado pelo conjunto de classificações soberanas ajustadas à perda de biodiversidade desenvolvido pelo AIIB (Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura), o impacto da perda da natureza e da biodiversidade (por exemplo, levando ao colapso da pesca marinha e da polinização selvagem) tem consequências significativamente negativas sobre o PIB e as classificações de crédito do emissor.
As crises gêmeas do clima e da biodiversidade representam riscos imediatos e de longo prazo para as economias, os cidadãos e os investidores dos países. Os países de baixa renda enfrentam uma deterioração ainda maior de suas classificações de crédito, economias, oportunidades de subsistência e biodiversidade. A S&P Global alertou sobre uma "armadilha da pobreza" para os países de baixa renda atingidos pelas mudanças climáticas. Em parte, porque o fato de ter que investir em alívio e recuperação de desastres significa que há menos fundos para tornar a infraestrutura existente mais resiliente.
Os riscos climáticos físicos aumentam o risco e os custos da dívida soberana, corroendo ainda mais o espaço fiscal para investir em resiliência, neutralidade de carbono e conservação da natureza.
A dívida soberana vinculada à sustentabilidade é um exemplo importante de uma abordagem financeira inovadora que pode enfrentar o desafio triplo da dívida pública, dos choques climáticos e da degradação da natureza.
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